| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Furnariides |
| Sibley, Ahlquist & Monroe, 1988 | |
| Parvordem: | Furnariida |
| Superfamília: | Furnarioidea |
| Gray, 1840 | |
| Família: | Dendrocolaptidae |
| Gray, 1840 | |
| Subfamília: | Dendrocolaptinae |
| Gray, 1840 | |
| Espécie: | D. picus |
O arapaçu-de-bico-branco é uma ave passeriforme da família Dendrocolaptidae.
Conhecido também como arapaçu-de-bico-reto.
Seu nome científico significa: do (grego) dendron = árvore; e plëssö = golpear, atingir, aquele que golpeia; e do (latim) picus = pica-pau. ⇒ Pica-pau que golpeia árvores. “Climbing Oriole” de Latham (1782)-(Dendroplex). Na mitologia romana, Picus, rei do Lácio, casou-se com a bela ninfa cantora Canens e foi transformado em um pica-pau pela rancorosa deusa Circe, cujo afeto ele havia ignorado.
Mede cerca de 21 centímetros de comprimento.
Ver mais detalhes da morfometria em Lima & Guilherme (2021).
A cauda desta espécie é resultado da evolução a um modo de vida arborícola, com penas semi-rígidas e a extremidade das raques modificadas em forma de ganchos. Esta adaptação permite que se apoie na cauda enquanto sobe nos troncos das árvores.
As suas asas são de cor cobre, assim como a sua cauda. Parte do peito é pintado de branco contornado de preto.
A outra parte do peito junto com o ventre é castanho-pálido, a cabeça é cinza-acastanhada com muitos “pontos” brancos contornados de preto.
Quando visto em voo, as cores mais notadas são o marrom ferrugem da asa e do corpo, em geral, e o cinza(com tom de marrom) da cabeça.
Dados de captura e recaptura in situ da espécie em uma floresta no sudoeste da Amzônia brasileira, revelou um indivíduo com uma longevidade de vida mínima de oito anos na natureza (Lima & Guilherme 2021).
Acompanha regularmente bandos mistos de aves insetívoras, geralmente no sub-bosque e no estrato médio. Escala troncos e ramos horizontais em busca de insetos e outros invertebrados pequenos.
Faz ninho em cavidades de árvores, onde põe de 2 a 3 ovos. Os primeiros dados reprodutivos reportados para a espécie para o sudoeste da Amaazônia brasileira, revelaram dois ninhos construídos em palemira Bactris gasipaes e em uma fabácea Samanea saman, ambos com dois ovos predominantemente brancos, onde no primeiro ninho os ovos foram incubados por 16 dias (Lima & Guilherme 2021). Estes autores verificaram que os filhotes permaneceram no ninho por 15 dias até voarem (ver mais detalhes em Lima & Guilherme (2021)).
Bastante comum em uma série de hábitats, tais como florestas de várzea, manguezais, igapós (florestas inundadas), buritizais, bordas de florestas e capoeiras jovens. Vive solitário ou aos pares.
Vive na mata baixa(“arbustos”), que ficam de frente para rios e lagoas.
Observação: Darwin O. Santos /Rio de Janeiro.
Toda a Amazônia brasileira, na Região Nordeste, e ainda nos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás e Espírito Santo. Encontrado também no Panamá e nos demais países amazônicos: Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.